Introdução:
Estar
perto de Jesus não é o mesmo que ter intimidade com Jesus Mc 14.18; Mt 26.23;
Jo 13.23-25; Sl 42.1-2; Jo 15.14-15; Tg 4.8.
A
última ceia apresenta uma cena impressionante.
Jesus
está reunido com os discípulos. É um momento de comunhão, ensino e preparação
para aquilo que aconteceria na cruz.
Mas,
naquela mesma mesa, encontramos diferentes atitudes diante de Jesus.
Havia
discípulos que estavam à mesa.
Havia
Judas, que colocou a mão no prato com Jesus.
E
havia João, que estava reclinado junto ao peito de Jesus.
Fisicamente,
todos estavam próximos. Espiritualmente, porém, havia uma diferença enorme.
Devemos nos interrogar:
Estou
apenas perto de Jesus ou estou vivendo em intimidade com Jesus?
Estou
presente fisicamente, mas distante espiritualmente? Mt 15.8
Estou
participando das coisas de Deus sem entregar completamente minha vida a Deus?
1Co 11.28
Tenho
buscado conhecer Sua Palavra, ouvir Sua voz e viver em comunhão com Ele? Jo
15.14-15
1.
SENTADO COM JESUS Mc 14.18
Havia
proximidade, convivência e participação naquele momento.
1.1
Estar perto de Jesus é uma bênção. Estar próximo de Cristo significa ter
oportunidade de ouvir Sua Palavra.
a)
Lc
10.39 — Maria “assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra”.
b) Sl 73.28 — “Mas
para mim, bom é aproximar-me de Deus.”
1.2
Mas estar perto não significa necessariamente conhecer profundamente
a)
Judas
estava com Jesus.
b) Judas ouviu
Jesus.
c)
Judas
caminhou com Jesus.
d) Judas presenciou
milagres.
e)
Judas
participou do ministério.
f)
Entretanto,
seu coração não estava verdadeiramente rendido. Jo.13.27 registra que, depois
de Judas receber o bocado, Satanás entrou nele, e Jesus disse que ele
realizasse rapidamente aquilo que havia decidido fazer. Não é importante:
- frequentar
a igreja;
- participar
dos cultos;
- cantar;
- ouvir a
Palavra;
- participar
da Ceia;
- ocupar uma
posição;
- conhecer a
linguagem cristã; e ainda assim manter o coração distante de Deus. Mt.15.8
2.
COLOCANDO A MÃO NO PRATO COM JESUS — Mt 26.23
a)
Aqui
encontramos uma situação ainda mais impressionante.
b) Judas não estava
simplesmente próximo.
c)
Ele
estava compartilhando a mesa.
d) Ele recebeu o
bocado das mãos de Jesus.
2.1
A proximidade física não transforma automaticamente o coração
a)
Judas
estava perto do Salvador, mas longe da salvação.
b) Estava à mesa,
mas com o coração dividido.
c)
Estava
recebendo o pão, mas preparando a traição.
d) Isso nos ensina
algo sério para a Santa Ceia. Participar de um símbolo sagrado não substitui
uma vida de comunhão com Cristo.1 Co.11.28:
· A Ceia exige
exame interior. Não devemos perguntar somente:“Eu estou participando?”
· Devemos
perguntar: “Como está o meu relacionamento com Cristo?”
2.2
Judas nos ensina sobre o perigo de uma intimidade apenas externa
a)
Judas
tinha convivência com Jesus, mas não tinha entrega verdadeira.
b) Ele conhecia os
ensinamentos, mas seu coração estava dominado por outro interesse.
c)
João
12.4-6 revela sua relação problemática com o dinheiro.
d) Podemos estar no
ambiente certo e alimentar sentimentos errados.
Podemos
estar na igreja e cultivar
- amargura;
- orgulho;
- inveja;
- ganância;
- falta de
perdão;
- desobediência;
- amor ao
mundo.
3.
RECLINADO NO SEIO DE JESUS JO.13.23
Agora
chegamos à figura de João:
a)
“...estava
reclinado no seio de Jesus.” Jo 13.23. João
ocupava uma posição de proximidade especial à mesa.
b) O texto mostra
que ele podia inclinar-se em direção a Jesus e perguntar diretamente quem seria
o traidor.
3.1
Intimidade significa conhecer o coração de Cristo
a)
João
não queria simplesmente estar perto de Jesus. Ele queria ouvir Jesus.
b) Quando Pedro fez
sinal, João perguntou: “Senhor, quem é?” — Jo 13.25.
c)
A
intimidade produz relacionamento. Jo.10.27:
3.2
Intimidade envolve confiança
a)
João
estava próximo o suficiente para perguntar. Isso revela confiança.
b) Jesus disse em
João 15.15: “Já vos não chamarei servos... mas tenho-vos chamado amigos.”
· O servo conhece
a ordem.
· O amigo conhece
o coração.
· O servo trabalha
para o Senhor.
· Intimidade não é
apenas receber coisas de Deus. É desejar o próprio Deus.
3.3
Intimidade produz transformação
a)
Quanto
mais conhecemos Cristo, mais somos transformados à Sua imagem.
2
Co.3.18
Conclusão: Não basta
proximidade física. Deus deseja comunhão espiritual.
Não basta conhecer a mesa. Precisamos conhecer o Senhor da mesa.