quinta-feira, 25 de junho de 2026

OS FRACOS QUE DEUS USA JZ.7.1-22

Introdução: O livro de Juízes relata um dos períodos mais difíceis da história de Israel. Após a morte de Josué, o povo entrou em decadência espiritual, vivendo ciclos de pecado, opressão, arrependimento e livramento (Jz.2.11-19). Nesse contexto, Deus levanta Gideão para libertar Israel da opressão dos midianitas.

Os midianitas destruíam as plantações e empobreciam Israel (Jz.6.1-6). Gideão era um homem simples, escondido no lagar, malhando trigo com medo dos inimigos (Jz.6.11). Humanamente falando, ele era fraco, inseguro e improvável. Contudo, Deus escolheu exatamente esse tipo de pessoa para manifestar Sua glória.

A narrativa de Juízes 7 revela um princípio espiritual profundo: Deus reduz a força humana para exaltar Seu poder divino.

“O meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co.12.9).

1. OS FRACOS QUE DEUS USA SÃO TESTADOS JZ.7.2-7

Deus disse a Gideão:

“Muito é o povo que está contigo, para eu entregar os midianitas em sua mão...” (Jz.7.2)

O exército de 32 mil homens foi reduzido para apenas 300. Primeiro, os medrosos foram dispensados; depois, Deus testou os restantes na maneira de beber água.

Os midianitas possuíam um exército numeroso e poderoso (Jz.7.12). Humanamente, Israel precisava de mais soldados, não de menos. Porém, Deus queria impedir que Israel atribuísse a vitória à própria força.

Deus prova Seus servos antes de usá-los. O teste revela o coração.

  • Abraão foi testado em Moriá (Gn.22.1-12)
  • Israel foi provado no deserto (Dt.8.2)
  • Pedro foi provado antes de fortalecer os irmãos (Lc.22.31-32)

Muitos querem a promessa, mas não aceitam o processo. Deus permite provas para purificar nossa fé.

“Porque a prova da vossa fé produz a paciência” (Tg.1.3).

Deus não procura os mais fortes; procura os aprovados.

2. OS FRACOS QUE DEUS USA NÃO FICAM ANSIOSOS JZ.7.6

Os 300 homens beberam água vigilantes, atentos ao ambiente. Eles não se entregaram ao descontrole nem à distração.

Enquanto muitos se abaixaram despreocupadamente, os escolhidos permaneceram alertas. O detalhe da postura revelou disciplina e vigilância.

A ansiedade excessiva enfraquece a fé. Deus usa pessoas equilibradas espiritualmente.

“Não andeis ansiosos de coisa alguma...” (Fp.4.6)

Jesus ensinou vigilância constante:

“Vigiai e orai” (Mt.26.41)

Quem vive dominado pelo medo perde discernimento espiritual. Os escolhidos de Deus aprendem a descansar na soberania divina.

  • Ansiedade gera precipitação
  • Fé gera confiança
  • Vigilância gera discernimento

O crente precisa manter os olhos em Deus mesmo em tempos de guerra espiritual.

3. OS FRACOS QUE DEUS USA SÃO OBEDIENTES JZ.7.17-20

Gideão orientou os 300 homens sobre como agir, e todos obedeceram exatamente às instruções recebidas.

A estratégia era incomum:

  • Trombetas
  • Cântaros
  • Tochas

Não havia lógica militar humana. Era um plano divino.

A obediência é mais importante que a capacidade.

  • Noé obedeceu e construiu a arca (Hb.11.7)
  • Abraão obedeceu sem saber para onde ia (Hb.11.8)
  • Pedro lançou a rede pela palavra de Cristo (Lc.5.5-6)

Muitas vezes Deus dará ordens que desafiam a lógica humana.

Os 300 venceram porque obedeceram integralmente.

“Melhor é obedecer do que sacrificar” (1Sm.15.22)

A vitória espiritual está ligada à submissão à voz de Deus.

4. OS FRACOS QUE DEUS USA SÃO DEPENDENTES JZ.7.18-20

Os homens não confiavam em espadas poderosas, mas no agir sobrenatural de Deus.

A batalha foi vencida pelo Senhor. O terror caiu sobre os midianitas, que começaram a destruir uns aos outros.

“Pelo Senhor e por Gideão!” (Jz.7.18)

A glória era divina, não humana.

  • “Uns confiam em carros...” (Sl.20.7)
  • “Não por força nem por violência...” (Zc.4.6)
  • “Sem mim nada podeis fazer” (Jo.15.5)

Deus enfraquece o orgulho humano para fortalecer a dependência espiritual.

Quem depende de Deus:

  • Ora mais
  • Confia mais
  • Reclama menos
  • Descansa mais

A autossuficiência afasta o homem de Deus, mas a dependência aproxima o servo do Senhor.

5. OS FRACOS QUE DEUS USA SÃO UNIDOS JZ.7.22

Os 300 tocaram os trombetas juntos e permaneceram cada um em seu lugar.

A unidade trouxe confusão ao inimigo. Satanás trabalha para dividir, porque sabe que um povo unido é forte.

A unidade sempre foi uma marca do povo de Deus.

  • A igreja primitiva perseverava em união (At.2.42-47)
  • Jesus orou pela unidade da igreja (Jo.17.21)
  • Paulo ensinou a conservar a unidade do Espírito (Ef.4.3)

Uma igreja dividida perde força espiritual.

Quando há:

  • União na oração
  • União na doutrina
  • União no propósito

Então Deus libera vitória sobre o inimigo.

“Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Sl.133.1)

6. OS FRACOS QUE DEUS USA SÃO VITORIOS JZ.7.21

“E permaneceu cada um no seu lugar ao redor do arraial; então, todo o exército pôs-se a correr...”

Sem grande armamento, Israel venceu um exército numeroso. Foi uma vitória impossível aos olhos humanos.

Deus transforma fraqueza em instrumento de vitória.

  • Davi venceu Golias (1Sm.17.45-50)
  • Josafá venceu adorando (2Cr.20.21-22)
  • Paulo venceu pela graça (2Co.12.9-10)

A vitória do crente não depende de recursos humanos, mas da presença de Deus.

“Em todas estas coisas somos mais do que vencedores” (Rm.8.37)

O fraco em Deus torna-se forte espiritualmente.

7. OS FRACOS USADOS COMO REFLETORES DA GLÓRIA DE DEUS JZ.7.2

“Para que Israel se não glorie contra mim...

O propósito de Deus ao reduzir o exército era preservar Sua glória.

Deus não divide Sua glória com ninguém.

“A minha glória, pois, a outrem não darei” (Is.42.8)

Os cântaros quebrados revelavam a luz das tochas (Jz.7.20).

Espiritualmente:

  • O cântaro representa nossa fragilidade humana
  • A tocha representa a luz de Deus

Paulo escreveu:

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro...” (2Co.4.7)

Quando o homem se quebra diante de Deus, a glória divina se manifesta.

Deus usa: os humildes, os dependentes, os improváveis, e os quebrantados.

Porque toda honra pertence ao Senhor.

Conclusão: A história de Gideão mostra que Deus não procura super-homens; Ele procura servos disponíveis.

Talvez alguém se sinta pequeno, incapaz ou limitado. Gideão também se sentia assim. Porém, Deus transforma fraqueza em instrumento de poder.

“Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes” (1Co.1.28

Deus ainda usa os pequenos para realizar grandes obras.
Não confie na sua força; confie no Senhor dos Exércitos.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

O PERMITIDO INCONVENIENTE 1 CO.6.12-20

Introdução: Ao escrever aos coríntios, o apóstolo Paulo combate uma mentalidade equivocada que existia na igreja de Corinto. Alguns afirmavam: "Todas as coisas me são lícitas". Eles entendiam a liberdade cristã como licença para viver segundo seus desejos carnais. Vivemos em uma sociedade que exalta a liberdade individual. Muitos defendem a ideia de que "posso fazer o que quiser, porque tenho esse direito". Entretanto, a Palavra de Deus ensina que a liberdade cristã deve ser governada pela santidade, pela sabedoria e pela glorificação de Deus.

Paulo então esclarece que nem tudo o que é permitido convém ao cristão.

A cidade de Corinto era uma das mais importantes da Grécia antiga. Era um centro comercial rico, cosmopolita e marcado pela imoralidade sexual. O culto à deusa Afrodite incentivava práticas sexuais pecaminosas, e muitos convertidos traziam consigo esses costumes para dentro da igreja.

Paulo escreve esta carta por volta do ano 55 d.C., para corrigir problemas doutrinários e morais da igreja. Em 1 Coríntios 6, ele trata especialmente da pureza do corpo e da responsabilidade cristã diante da liberdade.

1. TODAS AS COISAS SÃO LÍCITAS 1 CO.6.12

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm."

Paulo não está autorizando o pecado. Ele está falando de questões que não eram explicitamente proibidas pela Lei de Deus.

a)   A liberdade cristã foi conquistada por Cristo Jo.8.36

b)  Devemos permanecer na liberdade com que Cristo nos libertou Gl.5.1

c)   Entretanto, a liberdade não é uma autorização para satisfazer a carne Gl.5.13

d)  O cristão não deve perguntar apenas: "Posso fazer isso?"

MAS:

a)   Isso agrada a Deus?

b)  Isso fortalece minha fé?

c)   Isso edifica minha família?

d)  Isso glorifica a Cristo?

2. COISAS QUE NÃO CONVÊM 1 CO.6.12

"...mas nem todas as coisas convêm."

A palavra "convém" significa ser útil, proveitoso e edificante.

Existem atitudes que não são pecaminosas em si mesmas, mas podem trazer prejuízo espiritual.

Exemplos bíblicos

  • Esaú vendeu sua primogenitura (Gn 25.29-34).
  • Sansão insistiu em seus desejos e perdeu sua força espiritual (Jz 16.20).
  • Ló escolheu as campinas de Sodoma e sofreu graves consequências (Gn 13.10-13). Nem tudo que é permitido é benéfico.
  • O cristão maduro não vive apenas pelo permitido, mas pelo que edifica 1Co.10.23

3. O MAU COMPORTAMENTO TRAZ PREJUÍZOS PARA O CORPO 1 CO.6.16

"Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela?"

O pecado sexual produz consequências profundas.

Ele afeta:

  • O corpo
  • A mente
  • As emoções
  • A comunhão com Deus

Exemplos Bíblicos:

  • Davi com Bate-Seba (2Sm 11)
  • Sansão e Dalila (Jz 16)
  • O filho pródigo (Lc 15.13-16)

Se somos templo do Espírito Santo:

  • Devemos guardar nossos olhos.
  • Devemos guardar nossa mente.
  • Devemos guardar nossa boca.
  • Devemos guardar nosso corpo.

O templo deve permanecer santo para o Senhor.

4. EXALTAR A DEUS POR MEIO DO CORPO1 CO.6.20

O preço pago por nossa redenção foi o sangue de Cristo 1Pe.1.18,19.

Fomos comprados para viver para Deus.

Como glorificamos a Deus?

  • Em nossas palavras.
  • Em nossas atitudes.
  • Em nosso testemunho.
  • Em nossa pureza.
  • Em nossa adoração.

Conclusão: A mensagem de Paulo à igreja de Corinto continua atual:

Nem tudo que é lícito convém.

O cristão não vive perguntando apenas se algo é permitido, mas se aquilo:

  • Edifica sua vida espiritual;
  • Fortalece sua comunhão com Deus;
  • Preserva a santidade do corpo;
  • Glorifica a Cristo.

Antes de qualquer decisão, pergunte: "Isso glorifica a Deus?" Se a resposta for não, então o permitido pode se tornar um inconveniente espiritual. Que o Espírito Santo nos ajude a viver uma vida santa, prudente e agradável ao Senhor. Amém.

  

terça-feira, 16 de junho de 2026

O QUE TENS EM TUA MÃO? ÊX.4.2

 

Introdução: O capítulo 4 de Êxodo registra um dos momentos mais importantes da vida de Moisés. Após quarenta anos vivendo no deserto de Midiã, Deus o chama para libertar Israel da escravidão do Egito. Moisés apresenta várias desculpas, alegando incapacidade, falta de eloquência e medo da rejeição (Êx.3.11; 4.1,10).

Então Deus faz uma pergunta aparentemente simples: “Que é isso na tua mão?”

Deus não perguntou o que Moisés não possuía, mas o que ele já tinha. O Senhor costuma usar aquilo que está disponível, consagrado e colocado em Suas mãos.

A pergunta continua ecoando hoje: O que tens em tua mão? Quais dons, talentos, recursos e oportunidades Deus já te concedeu para a Sua obra?

1. MOISÉS TINHA UMA VARA ÊX.4.2

A vara era um instrumento comum de pastor. Servia para conduzir, proteger e contar as ovelhas. Durante quarenta anos no deserto, Moisés utilizou aquela vara diariamente.

Aos olhos humanos, era apenas um pedaço de madeira. Mas quando entregue a Deus, tornou-se um instrumento de milagres.

O que Deus fez com a vara?

a)   Transformou-a em serpente (Êx.4.3).

b)  Com ela Moisés realizou sinais diante de Faraó (Êx.7.10).

c)   Com ela o Mar Vermelho foi aberto (Êx.14.16).

d)  Com ela a água saiu da rocha (Êx.17.5-6).

e)   Deus não precisa de grandes recursos para realizar grandes obras.

  • O que está em suas mãos pode parecer pequeno.
  • Seu talento pode parecer insignificante.
  • Sua capacidade pode parecer limitada.
  • Mas quando colocado nas mãos de Deus, torna-se instrumento de transformação Zc.4.10, 1Co.1.27-29, Fp.4.13 Deus usa aquilo que lhe entregamos.

2. DAVI TINHA UM ALFORJE E CINCO PEDRAS 1 SM.17.40

·       Israel estava intimidado pelo gigante Golias, guerreiro experiente dos filisteus.

·       Davi era apenas um jovem pastor.

·       Ele recusou a armadura de Saul porque não estava acostumado a ela (1Sm 17.39).

·       Em vez disso, utilizou aquilo que já conhecia: sua funda, seu alforje e cinco pedras.

·       Davi não confiou nas armas humanas 1Sm.17.45.

·       Muitas pessoas deixam de servir porque não possuem os recursos dos outros Sl.20.7

·       Deus não exige que você seja outra pessoa

·       Ele quer usar aquilo que já colocou em sua vida Rm.12.7

·       A vitória não depende do tamanho dos recursos, mas da grandeza do Deus que os usa.

3. UM DESCONHECIDO JOVEM TINHA CINCO PÃES E DOIS PEIXES LC.9.10-17

Uma multidão de aproximadamente cinco mil homens, além de mulheres e crianças, acompanhava Jesus.

Os discípulos viram um problema.

O menino viu uma oportunidade de entregar o que possuía.

Segundo João 6.9, André disse: “Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos.”

3.1 O milagre aconteceu porque houve entrega

a)   Os pães eram insuficientes para a multidão.

b)  Mas eram suficientes para Jesus realizar um milagre.

c)   Nas mãos do menino era um lanche.

d)  Nas mãos de Cristo tornou-se alimento para milhares.

Muitas vezes pensamos:

  • “Tenho pouco conhecimento.”
  • “Tenho pouco dinheiro.”
  • “Tenho pouco tempo.”
  • “Tenho poucos recursos.”

Mas Deus não pergunta quanto temos.

Ele pergunta se estamos dispostos a entregar.

  • Mateus14.20 – Embora pouco, havia o suficiente para o mestre transformar em muito.
  • Efésios 3.20 – Deus é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além.
  • Lucas 6.38 – Se formos generosos Deus nos recompensará com a mesma medida
  • O pouco nas mãos de Deus torna-se muito.

4. DORCAS TINHA UMA AGULHA AT.9.36-39

Dorcas (Tabita) morava em Jope.

A Bíblia a descreve como uma mulher cheia de boas obras e esmolas.

Quando morreu, as viúvas mostraram a Pedro as túnicas e vestidos que ela havia confeccionado.

Tudo indica que Dorcas utilizava habilidades simples de costura para abençoar pessoas necessitadas.

·       Dorcas não era apóstola.

·       Não era pregadora.

·       Não era governante.

·       Mas utilizou aquilo que tinha para servir ao próximo.

·       Seu ministério foi tão relevante que Deus a ressuscitou através da oração de Pedro.

·       Nem todos pregam, nem todos cantam, nem todos lideram.

·       Mas todos podem servir Gl.6.10, 1 Pe.4.10, Tg.2.14-17 Deus usa dons simples quando são exercidos com amor.

Conclusão: Quando Deus perguntou a Moisés: “Que é isso na tua mão?”, Ele estava ensinando um princípio eterno:

Deus usa aquilo que lhe entregamos.

Pergunte a si mesmo:

  • O que Deus colocou em minhas mãos?
  • Qual dom ainda não estou usando?
  • Qual talento está escondido?
  • Qual oportunidade estou desperdiçando?

Deus não cobrará aquilo que você não recebeu.

Mas certamente perguntará o que você fez com aquilo que recebeu.

“Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” (1 Pedro 4.10) Entregue hoje ao Senhor aquilo que está em suas mãos. Nas mãos de Deus, o comum se torna extraordinário, o pequeno se torna grande, e o impossível se torna possível Amém.

 

terça-feira, 9 de junho de 2026

NOVE VIRTUDES NA VIDA DE UM OBREIRO 2 TM.4.2

Introdução: A Segunda Epístola a Timóteo foi escrita pelo apóstolo Paulo durante sua segunda prisão em Roma, pouco antes de seu martírio. É considerada sua última carta e contém instruções finais para seu filho na fé, Timóteo, que liderava a igreja em Éfeso.

Neste contexto, Paulo apresenta as qualidades indispensáveis para aqueles que servem na obra de Deus. O obreiro não é apenas alguém que trabalha para Deus, mas alguém que desenvolve um caráter aprovado diante do Senhor.

1. BOA CONSCIÊNCIA 1 TM.1.19

A consciência é o tribunal interior que avalia nossas ações diante de Deus. Um obreiro pode ter dons, conhecimento e experiência, mas sem uma boa consciência seu ministério perde credibilidade.

Paulo ensina que alguns abandonaram a boa consciência e consequentemente naufragaram espiritualmente.

a)   At.24.16 – Consciência sem ofensa para com Deus, e para com os homens

b)  Hb.13.18 – Confiamos que temos uma boa consciência

c)   1 Pe.3.16 – Tendo uma boa consciência, para que fiquem confundido os que blasfemam contra o seu procedimento em Cristo.

d)  O obreiro deve viver de maneira transparente, evitando pecados ocultos e mantendo sua comunhão com Deus.

2. DEDICAÇÃO À ORAÇÃO  1 TM.2.1

A oração é a fonte do poder espiritual. Nenhum ministério prospera sem uma vida constante de oração.

A igreja primitiva cresceu porque seus líderes perseveravam na oração.

a)   At.6.4 – Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra  

b)  Lc.18.1 – A parábola sobre o dever de orar sempre e nunca desfalecer

c)   Cl. 4.2 – Perseverai em oração velando, velando nela com ações de graças

d)  O obreiro que ora pouco trabalha na força da carne; o que ora muito trabalha na força do Espírito.

3. PIEDADE 1 TM.4.7

"Exercita-te pessoalmente na piedade."

Piedade significa viver em reverência e devoção a Deus. Não é aparência religiosa, mas um relacionamento sincero com o Senhor.

Paulo compara a piedade a um exercício que precisa ser praticado diariamente.

a)   1 Tm.6.6 – Mas é grande ganho a piedade com contentamento

b)  Tt.2.12 – Renunciando a impiedade e as concupiscências mundanas

c)   O obreiro deve demonstrar em sua vida aquilo que prega no púlpito.

4. APLICAÇÃO AO ESTUDO DA BÍBLIA 1 TM.4.1, 2 TM. 2.15

"Persiste em ler, exortar e ensinar."

"Procura apresentar-te a Deus aprovado..."

O obreiro precisa conhecer profundamente as Escrituras para ensinar corretamente.

O verbo "procura" em 2 Timóteo 2.15 transmite a ideia de esforço diligência e dedicação.

a)   Js.1.8 – Não se aparte da tua boca o livro desta Lei. Josué deve fazer o que está escrito

b)  Sl. 119.105 – Lâmpada para os pés e luza para o caminho é a palavra

c)   At.17.11 – “... Examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim...”.

d)  Quem deseja ensinar deve primeiro aprender. O obreiro nunca deve parar de estudar a Palavra.

5. DILIGÊNCIA NO CUMPRIMENTO DOS DEVERES 1 TM.4.15

"Medita estas coisas; ocupa-te nelas."

Diligência significa zelo, dedicação e responsabilidade.

Paulo orienta Timóteo a se entregar totalmente ao ministério para que seu progresso fosse evidente

a)   Rm.12.11 – O cristão deve ter o censo de zelo espiritual

b)  Pv.22.29 – Um homem diligente na sua obra perante reis será posto

c)   Ec.9.10 – Tudo quanto vier a tua mão para fazer faze-o conforme as tuas forças

d)  O obreiro não deve servir de forma relaxada, mas com excelência para a glória de Deus.

6. VIDA EXEMPLAR 1 TM. 4.16 "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina."

O testemunho do obreiro fala mais alto que suas palavras.

Timóteo deveria vigiar sua vida e seu ensino para ser exemplo aos crentes.

a)   Mt.5.16 – Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens

b)  Tt. 2.7 – Em tudo te dá por exemplo

c)   O obreiro influencia pessoas dentro e fora da igreja. Seu comportamento deve refletir Cristo.

7. PUREZA 1 TM.5.22, 2 TM. 2.22

"Conserva-te a ti mesmo puro."

"Foge também dos desejos da mocidade."

A pureza envolve pensamentos, palavras, relacionamentos e atitudes.

Paulo não manda apenas resistir às tentações, mas fugir delas.

a)   Sl.119.9 – Purificando o caminho

b)  Mt.5.8 – Limpo de coração

c)   1 Ts. 4.3,4 – Saiba possuir o seu vaso em Santificação e honra

d)  O obreiro deve proteger sua santidade e evitar situações que possam comprometer seu testemunho.

8. MANSIDÃO 1 TM. 6.11; 2 TM.2.22,25

"Segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão."

Mansidão não é fraqueza, mas força sob controle.

Jesus foi o maior exemplo de mansidão.

a)   Mt.11.29 – Jesus foi o maior exemplo de mansidão

b)  Gl.5.22-23 – “...Contra a essas coisas não há lei...”

c)   Tg.3.13 – “O bom trato mostra as boas obras”

d)  O obreiro deve corrigir, ensinar e liderar sem arrogância ou agressividade.

9. OUSADIA 1 Tm. 6.12

"Milita a boa milícia da fé."

O ministério exige coragem para defender a verdade, enfrentar perseguições e permanecer firme na fé.

Timóteo era naturalmente tímido, mas Paulo o encorajou a agir com coragem espiritual.

a)   At.4.29-31 – Falem com toda ousadia a palavra do Senhor

b)  2 Tm.1.7 – Deus não nos deu espirito de covardia, mas de moderação.

c)   O obreiro deve anunciar a Palavra sem medo, confiando no poder de Deus.

Conclusão: O obreiro aprovado por Deus não é conhecido apenas por aquilo que faz, mas por aquilo que é.

As nove virtudes apresentadas por Paulo formam o caráter de um verdadeiro servo de Cristo:

1.  Boa consciência.

2.  Dedicação à oração.

3.  Piedade.

4.  Aplicação ao estudo da Bíblia.

5.  Diligência nos deveres.

6.  Vida exemplar.

7.  Pureza.

8.  Mansidão.

9.  Ousadia.

Quando essas qualidades estão presentes, o obreiro cumpre a exortação de Paulo:

"Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2 Timóteo 2.15).

Desafio aos obreiros: Examine sua vida diante de Deus e pergunte: dessas nove virtudes, qual precisa ser fortalecida em meu ministério hoje? Que o Espírito Santo nos ajude a sermos obreiros aprovados, fiéis e frutíferos para a glória de Cristo. Amém.