domingo, 15 de fevereiro de 2026

TRÊS COISAS QUE O PECADO TIRA DO CRENTE GN.38.16-18

 Introdução: O pecado nunca cobra pouco. Ele sempre exige garantias, penhores, algo precioso. Judá, ao ceder ao desejo, entregou símbolos que revelavam quem ele era, a quem pertencia e como caminhava. Assim também acontece com o crente quando flerta com o pecado.

1. O SELO – O PECADO TIRA A IDENTIDADE DO CRENTE

1.1- O selo era:

a)   Marca de identidade Gn.38.18

b)  Assinatura pessoal Ef.1.13

c)   Autoridade reconhecida IICo.1.22

d)  O crente é selado pelo Espírito Santo.

1.2      Quando o pecado entra:

                 i.        A identidade espiritual é confundida

                ii.        O testemunho é manchado

              iii.        A autoridade moral é enfraquecida

              iv.        Rm.6.16 – A quem obedecemos, a esse pertencemos

                v.        Ap.3.11 – “Ninguém tome a tua coroa.”

1.3- O pecado faz o crente esquecer quem ele é em Deus.

a)   Davi esqueceu as leis de Deus no episódio de Bate-Seba IISm.11

b)  Jonas fugiu de seu chamado Jn.1

2. O CAJADO – O PECADO TIRA A DIREÇÃO E A AUTORIDADE

a)   Gn.38.18 – Autoridade do chefe da família ou do Clã – Liderança Tribal – Poder de Comando

b)  Sl.23.4 – instrumento para consolar, proteger e corrigir

c)   Êx.4.20 – Autoridade dada por Deus a Moises

2.1      O cajado simbolizava:

a)   Governo

b)  Liderança

c)   Direção no caminho

2.2      Na vida do crente o pecado:

a)   Desvia o crente do caminho correto

b)  Quebra sua influência espiritual

c)   Compromete sua liderança (em casa, na igreja, na sociedade)

                           i.        Pv.14.12 – Há caminho que parece direito, mas o fim é morte.

                         ii.        Is.59.2 – O pecado faz separação entre Deus e o homem.

Quem perde o cajado, perde o rumo.

3. O LENÇO (CORDÃO) – O PECADO TIRA A LIGAÇÃO E O TESTEMUNHO

3.1- O cordão/lenço:

  • Mantinha o selo preso
  • Representava vínculo e conexão
  • Era visível a todos

3.2 - O pecado rompe:

  • A comunhão com Deus - Sl.51.12 – “Restitui-me a alegria da tua salvação.
  • A sensibilidade espiritual - Hb.12.1 – O pecado embaraça a corrida cristã
  • O bom testemunho diante dos homens

O pecado desconecta o crente da fonte da vida.

Conclusão:  Judá entregou o selo, o cajado e o lenço — e quase perdeu tudo.
Mas a graça de Deus trouxe arrependimento e restauração Gn. 44.18–34.1Jo.1.7–9 – O sangue de Jesus purifica de todo pecado.

O pecado tira identidade, direção e comunhão.
Mas o arrependimento devolve tudo isso pela graça de Deus.

Nunca entregue como penhor aquilo que Deus te deu como propósito.

 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

TRÊS QUALIDADES DE JÓ E UMA ATITUDE JÓ.1.1(parte 1)

Introdução: O livro de Jó nos apresenta não apenas um homem que sofreu, mas um homem aprovado por Deus antes do sofrimento. Antes das perdas, Deus destaca o caráter de Jó. Em tempos em que muitos falam de fé, Jó nos ensina que a verdadeira espiritualidade se manifesta na vida prática.

Neste versículo encontramos três qualidades que descrevem quem Jó era, e uma atitude que revela como ele vivia.

1. SINCERO

“Era este homem sincero…” Jó.1.1.

A palavra “sincero” indica alguém íntegro, sem duplicidade, sem máscaras. Jó não era apenas piedoso em público, mas verdadeiro no íntimo.

a)   Sl.51.6 “Eis que amas a verdade no íntimo…”

b)  Pv.11.3 “A sinceridade dos sinceros os guiará…”

c)   IICo.1.12 “…em simplicidade e sinceridade de Deus…”

d)  Deus não se agrada de uma fé aparente, mas de um coração verdadeiro.

2. RETO

“…e reto…” Jó.1.1

Ser reto é viver conforme um padrão correto, alinhado com a vontade de Deus. Jó tinha uma conduta justa, equilibrada e correta diante dos homens e diante de Deus.

a)   Sl.37.37 “Nota o homem sincero, e considera o reto…”

b)  Pv.21.21 “O que segue a justiça e a bondade…”

c)   Fp2.15 “…irrepreensíveis e sinceros…”

d)  A retidão não é perfeição, mas compromisso constante com a justiça.

3. TEMENTE A DEUS

“…temente a Deus…” Jó.1.1

Temer a Deus não é ter medo, mas reverência, respeito e submissão à Sua vontade. Jó colocava Deus no centro da sua vida.

a)   Pv.1.7 “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.”

b)  Ec.12.13 “Teme a Deus e guarda os seus mandamentos…”

c)   At.10.2 Cornélio: “piedoso e temente a Deus…”

d)  Onde há temor de Deus, há sabedoria e obediência.

4. DESVIAVA-SE DO MAL (UMA ATITUDE)

“…e desviava-se do mal.” Jó 1.1

Aqui não vemos apenas uma qualidade, mas uma ação contínua. Jó não brincava com o pecado; ele se afastava dele deliberadamente.

a)   Pv.16.6 “…pelo temor do Senhor os homens se desviam do mal.”

b)  Sl.34.14 “Aparta-te do mal e faze o bem…”

c)   Rm.12.9 “…aborrecei o mal, apegai-vos ao bem.”

d)  Santidade não é apenas amar o bem, mas rejeitar o mal.

Ilustração: Conta-se que um homem atravessava uma ponte estreita todos os dias para ir ao trabalho. Certo dia, alguém lhe disse:
— “Você pode andar mais perto da beira, não tem perigo.”
Ele respondeu:

— “Prefiro andar longe do perigo, não perto dele.”

Assim era Jó. Ele não perguntava: “Até onde posso ir sem pecar?”
Ele vivia perguntando: “Como posso agradar mais a Deus?”

Conclusão: Antes de Jó ser um homem provado, ele já era um homem aprovado. Deus destaca:

  • sua sinceridade,
  • sua retidão,
  • seu temor, e sua atitude diária de rejeitar o mal.
  • Que o Senhor nos conceda não apenas fé para vencer as provas, mas caráter para honrá-Lo antes delas.

 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

IDENTIDADE DO CRISTÃO EM CRISTO EF. 2.10

Introdução: Cada crente tem um propósito específico preparado por Deus. Essa mensagem pode libertar muitos de comparações e pressões, guiando-as a caminhar com confiança em seu chamado. A Palavra de Deus continua sendo o maior manual de instrução e encorajamento para todos aqueles que desejam seguir a Cristo com fidelidade e coragem.

  • Muitas pessoas vivem presas à comparação, à culpa ou à pressão de corresponder às expectativas alheias.
  • Em Cristo, nossa identidade não é construída pelo que fazemos, mas pelo que Deus fez.
  • Quando entendemos quem somos em Cristo, caminhamos com segurança no propósito que Ele já preparou.

1. NOSSA IDENTIDADE VEM DE DEUS, NÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS

a)   “Somos feitura dele” — a palavra original indica obra-prima, algo feito com intenção.

b)  Não somos fruto do acaso, mas do plano soberano de Deus.

                   i.        Sl.139.13–16 — Deus nos formou com propósito.

                  ii.        IICo.5.17 — Nova criatura em Cristo.

                iii.        Rm.8.1 — Não há condenação para os que estão em Cristo.

c)   Quando entendemos nossa identidade em Cristo, somos libertos da necessidade de aprovação humana.

2. FOMOS CRIADOS EM CRISTO PARA VIVER UM PROPÓSITO

a)   O propósito precede as obras: primeiro somos feitos em Cristo, depois chamados a agir.

b)  As boas obras não são para salvação, mas consequência dela.

                   i.        Jr.29.11 — Pensamentos de paz e futuro.

                  ii.        Pv.16.3 — Consagrar os planos ao Senhor.

                iii.        Mt.5.16 — Nossas obras glorificam a Deus.

c)   Cada crente possui um chamado único; comparar-se com outros gera frustração e rouba a alegria do propósito.

3. DEUS JÁ PREPAROU O CAMINHO — CABE A NÓS CAMINHAR

a)   “Para que andássemos nelas” indica constância, obediência e dependência.

b)  O propósito é revelado ao longo da caminhada, não apenas no destino.

                   i.        Sl.37.5 — Entregar o caminho ao Senhor.

                  ii.         2.20 — Viver pela fé em Cristo.

                iii.        Hb.12.1 — Perseverar na carreira proposta.

c)   Caminhar no propósito exige confiança, fidelidade e coragem para obedecer mesmo sem ver tudo claramente.

Conclusão: Somos feituras dele, feitos com propósitos, com um caminho aberto e preparado para caminhar, precisamos apenas obedecer e depender totalmente dele.

  • A Palavra de Deus é o maior manual de identidade, propósito e encorajamento.
  • Em Cristo, somos libertos da comparação, fortalecidos contra a pressão e guiados com segurança.
  • Viver o propósito de Deus é caminhar diariamente em obediência, sabendo que Ele já preparou cada passo.

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

CONSOLADORES MOLESTOS JÓ 16.2

Introdução: O livro de Jó trata, de forma profunda e realista, do sofrimento do justo. Após perder bens, filhos e saúde, Jó ainda enfrenta um tipo de dor frequentemente negligenciado: a dor causada por palavras mal aplicadas. Seus amigos, que vieram com a intenção de consolar Jó.2.11, tornam-se, ao longo dos discursos, instrumentos de aflição espiritual. Jó os define com precisão: “consoladores molestos” — pessoas que falam muito, mas ajudam pouco; que argumentam bem, mas amam mal.

Este texto é extremamente pedagógico para a igreja, especialmente em cultos de ensino, pois nos orienta sobre como não agir diante do sofrimento alheio e qual deve ser o verdadeiro padrão bíblico de consolação.

1. QUANDO A CONSOLAÇÃO É BASEADA EM SUPOSIÇÕES E NÃO NA VERDADE

Jó 16.2; Jó 4.7–8; Jó 8.3–6

Os amigos de Jó partem de uma teologia simplista: sofrimento é sempre consequência direta de pecado oculto. Elifaz, Bildade e Zofar falam a partir de suposições, não de revelação divina. Em vez de aliviar, suas palavras ferem.

a)   Jó.4.7–8 – “Lembra-te agora: qual é o inocente que jamais pereceu?”

b)  Jó 8.3–6 – Bildade associa a dor de Jó a uma suposta injustiça.

c)   Pv.18.13 – “Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha.”

d)  Jo.9.1–3 – Jesus corrige a teologia que liga automaticamente sofrimento a pecado.

e)   Consolar sem discernimento bíblico transforma palavras em acusação. Onde falta verdade equilibrada, sobra opressão espiritual.

2. QUANDO HÁ MUITAS PALAVRAS, MAS FALTA MISERICÓRDIA

Jó 16.3; Jó 6.24–25

Os discursos dos amigos são longos, técnicos e frios. Falam muito, mas não curam. Jó reconhece que palavras corretas, quando proferidas sem amor, tornam-se pesadas e inúteis.

a)   Jó 16.3 – “Não terão fim essas palavras de vento?”

b)  Jó 6.24–25 – “Ensinai-me, e eu me calarei… quão fortes são as palavras da boa razão!”

c)   Pv 27.6 – “Leais são as feridas feitas pelo que ama.”

d)  1Co 13.1 – Palavras sem amor não edificam.

e)   A verdadeira consolação não depende da quantidade de palavras, mas da qualidade espiritual delas. Misericórdia deve preceder qualquer exortação.

3. QUANDO O SOFREDOR É JULGADO EM VEZ DE SER ACOLHIDO JÓ.16.4; 13.3; 19.2

Jó declara que, se estivesse no lugar deles, agiria de forma diferente. Seus amigos não se colocam em sua dor; preferem julgá-lo. Julgar o aflito é intensificar seu sofrimento.

a)   Jó 16.4 – “Eu também poderia falar como vós falais…”

b)  Jó 19.2 – “Até quando entristecereis a minha alma?”

c)   Rm 14.4 – “Quem és tu que julgas o servo alheio?”

d)  Tg 2.13 – “O juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia.”

e)   Quem julga o sofrimento alheio assume um papel que pertence exclusivamente a Deus.

4. O VERDADEIRO CONSOLADOR VEM DE DEUS, NÃO DOS HOMENS JÓ 16.19–21

Apesar da decepção com os amigos, Jó eleva seus olhos ao céu. Ele reconhece que sua defesa e seu consolo não vêm da terra, mas de Deus.

a)   Jó 16.19 – “Eis que também agora a minha testemunha está no céu.”

b)  Sl 34.19 – “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas.”

c)   Sl 46.1 “Deus é o nosso refúgio e fortaleza.”

d)  IICo.1.3,4 Deus é o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação.

e)   Quando a consolação humana falha, a divina jamais falha. Deus consola de forma perfeita, justa e compassiva.

5. A LIÇÃO PARA A IGREJA: CONSOLAR COMO CRISTO CONSOLA JO.11.33–35, RM.12.15

Jesus é o modelo supremo de consolação. Diante da dor, Ele não começa com explicações teológicas, mas com lágrimas. A igreja é chamada a refletir esse mesmo espírito.

a)   Jo.11.35 “Jesus chorou.”

b)  Rm.12.15 “Chorai com os que choram.”

c)   Gl 6.2 “Levai as cargas uns dos outros.”

d)  Cl 3.12 “Revesti-vos de entranhas de misericórdia.” Consolar como Cristo é sofrer junto, amar primeiro e falar depois.

Conclusão: Os amigos de Jó começaram bem, mas terminaram mal. Sentaram-se com ele em silêncio (Jó 2.13), mas erraram quando abriram a boca sem graça, sem misericórdia e sem discernimento. O texto nos ensina que nem todo discurso religioso consola e que palavras sem compaixão podem ser mais dolorosas que o próprio sofrimento.

Que a igreja rejeite o papel de “consoladores molestos” e abrace a vocação de ser instrumento do consolo de Deus.

“Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos…” EF.4.32.