domingo, 11 de janeiro de 2026

SEIS ATITUDES DE FÉ NA VIDA DO CRENTE IICO.5.7

Introdução: A fé não é apenas um conceito teológico, mas um estilo de vida. O apóstolo Paulo afirma que o crente vive, caminha, decide e persevera pela fé. Em um mundo marcado por incertezas, a fé se manifesta por meio de atitudes práticas que revelam nossa confiança em Deus. Nesta mensagem, veremos seis atitudes essenciais da fé na vida do crente.

1.  A PALAVRA DA FÉ RM.10.8

a)   “A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé que pregamos.”

b)  A fé nasce e cresce pela Palavra de Deus Rm.10.17. N

c)   Não é fé baseada em sentimentos, mas na revelação divina.

d)  Quando a Palavra habita em nosso coração e é confessada com nossos lábios, ela produz vida, salvação e transformação rm.10.9.

e)    Atitude do crente: ouvir, crer, guardar e confessar a Palavra.

2. A OPEROSIDADE DA FÉ ITS.1.3

a)   “Lembrando-nos continuamente da obra da vossa fé...”

b)  A fé verdadeira é ativa. Ela produz obras, atitudes e frutos visíveis.

c)    Não somos salvos pelas obras, mas a fé que salva sempre gera obras.

d)  Tg.2.17 — “Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.”]

e)   Atitude do crente: servir, agir e demonstrar a fé através do amor e da obediência.

3. O ANDAR PELA FÉ IICO.5.7

a)   “Porque andamos por fé, e não por vista.

b)  Andar pela fé é confiar em Deus mesmo quando não entendemos o caminho.

c)    É escolher crer nas promessas, mesmo quando as circunstâncias parecem contrárias.

d)  “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam...” Hb.11.1

e)   Atitude do crente: depender de Deus diariamente, não das circunstâncias visíveis.

4. A ORAÇÃO DA FÉ TG5.15

a)   “E a oração da fé salvará o doente...”

b)  A oração da fé não é repetição vazia, mas confiança plena no poder de Deus. Ela produz cura, restauração e perdão.

c)   Mc .11.24 — “Tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis.”

d)  Atitude do crente: orar com fé, perseverança e confiança na vontade de Deus.

5. A PORTA DA FÉ AT.14.27

a)   “...como Deus lhes abrira a porta da fé aos gentios.”

b)  Deus é quem abre portas.

c)   A fé nos permite acessar novas oportunidades, ministérios e experiências espirituais. Onde há fé, Deus cria caminhos.

d)  Ap.3.8 — “Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar.”

e)    Atitude do crente: discernir e atravessar as portas que Deus abre com coragem e obediência.

6. O ESCUDO DA FÉ EF.6.16

a)   “Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.”

                     i.        Confiar em Deus mesmo nas adversidades

                   ii.        Bloquear pensamentos negativos

                 iii.        Responder as dificuldades com fé

b)  A fé é defesa espiritual. Ela nos protege contra dúvidas, acusações, medo e mentiras do inimigo.

c)   IJo.5.4 — “Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.”

d)  Atitude do crente: permanecer firme, protegido pela confiança em Deus.

Conclusão: A fé não é passiva. Ela fala, age, anda, ora, entra por portas abertas e se defende. Essas seis atitudes revelam um cristão maduro, confiante e perseverante.

sábado, 10 de janeiro de 2026

A NOSSA TRANSFORMAÇÃO EM CRISTO EF.2.13

Introdução: O apóstolo Paulo, ao escrever aos efésios, apresenta uma das descrições mais profundas da obra redentora de Cristo. Em Efésios 2.13, ele resume o evangelho em uma poderosa declaração: “Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.”

Três verdades se destacam neste texto:

1.  O que éramos e o que somos;

2.  Onde estávamos e onde estamos;

3.  O que o sangue de Cristo fez com a nossa situação espiritual.

Essas verdades revelam a grandeza da transformação operada pela graça de Deus.

1. QUEM ÉRAMOS? O QUE ÉRAMOS?

Antes de Cristo, nossa condição espiritual era de total miséria e separação.

a)   Éramos mortos espiritualmente Ef.2.1: “Estando vós mortos em vossos delitos e pecados.”

b)  Vivíamos dominados pelo pecado e pelo mundo Ef.2.2–3, Rm.3.10–12.

c)   Éramos estranhos às alianças da promessa Ef.2.12.

d)  Estávamos sem esperança e sem Deus no mundo Ef.2.12b.

e)   Vida e comunhão. Antes mortos e distantes, agora vivos e próximos de Deus.

Essa descrição mostra que não se tratava apenas de uma vida imperfeita, mas de uma morte espiritual completa, incapaz de produzir qualquer mérito diante de Deus Is.64.6.

2. O QUE SOMOS? ONDE ESTAMOS?

Em contraste com o passado, Paulo apresenta a nova realidade daqueles que estão em Cristo.

a)   Agora somos vivificados com Cristo Ef.2.4–5.

b)  Somos feitos novas criaturas IICo.5.17.

c)   Somos filhos de Deus Jo1.12, Rm.8.15–17.

d)  Estamos assentados com Cristo nas regiões celestiais Ef.2.6.

e)   Fomos feitos povo de Deus Ef.2.19, IPe.2.9–10.

Onde antes havia distância, agora há comunhão; onde havia morte, agora há vida; onde havia condenação, agora há adoção.

3. COMO FUNCIONOU ESTA GRANDE MUDANÇA?

A transformação não ocorreu por esforço humano, obras ou méritos pessoais, mas exclusivamente pela obra de Cristo.

a)   Pelo sangue de Cristo – Ef.2.13, Hb.9.12.

b)  Pela graça, mediante a fé – Ef.2.8–9.

c)   Pelo sacrifício vicário na cruz – Is.53.5, IPe.2.24.

d)  Pela reconciliação com Deus Rm.5.10–11, Cl.1.20–22.

O sangue de Cristo removeu a culpa, quebrou o muro de separação e restaurou nosso acesso à presença de Deus Ef.2.14–16.

Ilustração: Imagine um prisioneiro condenado à prisão perpétua, sem qualquer possibilidade de recurso. Um dia, alguém inocente assume sua culpa, paga integralmente a pena e ainda lhe concede um novo nome, uma nova identidade e um novo lar. O ex-prisioneiro não apenas sai da cela, mas passa a viver como filho na casa daquele que o libertou.

Assim é a obra de Cristo: não apenas nos tirou da condenação, mas nos introduziu em uma nova posição diante de Deus Rm.8.1.

Conclusão: A nossa gloriosa transformação envolve:

  • O que éramos: mortos em pecados;
  • O que somos agora: vivos em Cristo;
  • Onde estávamos: longe de Deus;
  • Onde estamos hoje: reconciliados, feitos filhos e sacerdotes do Senhor Ap.1.5–6.

Tudo isso é fruto exclusivo do sangue de Cristo e do seu sacrifício.
Diante dessa obra tão grandiosa, o que se espera de nós é uma vida de gratidão, santidade e serviço:

“E os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” IICo.5.15.Parte superior do formulário

 

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

APRENDENDO A CONTAR OS DIAS SL.90.1-12

Introdução: O Salmo 90 é uma oração de Moisés, o homem de Deus, escrita em um contexto de peregrinação, perdas e limitações humanas no deserto. Diferente de outros salmos, ele não exalta vitórias imediatas, mas reflete profundamente sobre a brevidade da vida, a eternidade de Deus e a necessidade urgente de sabedoria.

O pedido central do versículo 12 não é por mais dias, mas por sabedoria para viver bem os dias que temos. Contar os dias não é viver com medo da morte, mas viver com consciência do propósito.

1. CONTAR OS DIAS É RECONHECER A BREVIDADE DA VIDA

A vida humana é limitada, passageira e frágil.

a)   “Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e, se alguns, pela sua robustez, a oitenta…” Sl.90.10.

b)  “O homem, como a erva, são os seus dias…” Sl.103.15

c)   “Vós sois como a neblina que aparece por um pouco e depois se dissipa” Tg.4.14

d)  Quem não reconhece a brevidade da vida tende a viver de forma descuidada, adiando decisões espirituais e prioridades eternas.

2. CONTAR OS DIAS É VIVER COM PROPÓSITO

Contar os dias é dar valor ao tempo, usando-o de forma responsável e produtiva diante de Deus.

a)   “Remindo o tempo, porquanto os dias são maus” Ef.5.16.

b)  “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor” Cl.3.23

c)   “Há tempo determinado para todas as coisas” Ec.3.1

d)  O tempo é um dom divino. Não deve ser desperdiçado com futilidades, mas investido no que glorifica a Deus, edifica vidas e prepara a eternidade.

3. CONTAR OS DIAS NOS CONDUZ À SABEDORIA

O salmista afirma que o resultado de contar os dias é alcançar um coração sábio.

a)   “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” Pv.9.10.

b)  “Ensina-nos o bom siso e o conhecimento” Sl.119.66.

c)   “Quem é sábio e inteligente entre vós?” Tg.3.13.

d)  Sabedoria bíblica não é acúmulo de informações, mas discernimento para viver conforme a vontade de Deus.

e)   Um coração sábio aprende com o passado, vive bem o presente e se prepara para o futuro eterno.

4. CONTAR OS DIAS É VIVER PREPARADO PARA A ETERNIDADE

Quem aprende a contar os dias vive com os olhos na eternidade.

a)   “Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura” Hb.13.14.

b)  “Ajuntai tesouros no céu” Mt.6.20.

c)   “Ensina-nos a considerar o nosso fim” Dt.32.29.

d)  A vida aqui é passageira, mas as decisões tomadas nela têm consequências eternas.

e)   Contar os dias é viver pronto para encontrar-se com Deus.

Ilustração: Um homem recebeu um relógio antigo, herdado de família. Ele não valia muito financeiramente, mas marcava o tempo com precisão. Certo dia, alguém disse: “Por que você ainda usa isso?” Ele respondeu: “Porque ele me lembra que cada segundo conta.”

Assim é a vida diante de Deus: cada dia conta, cada decisão conta, cada escolha ecoa na eternidade.

Conclusão: O pedido de Moisés continua atual: “Ensina-nos a contar os nossos dias…”

·       Não para vivermos angustiados, mas conscientes.

·       Não para temermos o tempo, mas usá-lo com sabedoria.

·       Não para viver apenas para o agora, mas para a eternidade.

Que Deus nos ensine a viver de tal forma que, ao final dos nossos dias, possamos dizer que vivemos segundo a Sua vontade.

  • Como você tem contado os seus dias?
  • Suas prioridades refletem valores eternos?
  • Seu coração tem sido moldado pela sabedoria de Deus?


segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

SETE COISAS QUE DEVEMOS EVITAR ABORRECER EF.5.29

Introdução: O apóstolo Paulo afirma: “Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz à igreja” Ef .5.29. Esse texto revela um princípio espiritual profundo: aquilo que amamos, cuidamos; aquilo que desprezamos ou “aborrecemos”, acabamos ferindo. O pecado, a dureza do coração e a falta de temor a Deus nos levam a aborrecer coisas que deveriam ser preservadas. À luz da Palavra, veremos sete coisas que devemos evitar aborrecer, para vivermos uma fé saudável, relacional e agradável a Deus.

1. EVITEMOS ABORRECER NOSSO IRMÃO LV.19.17, IJO.2.9,11

a)    A Palavra é clara: guardar ódio, ressentimento ou indiferença contra o irmão é pecado.

b)    Quem diz amar a Deus, mas aborrece o irmão, anda em trevas.

c)     Aborrecer o irmão destrói a comunhão, endurece o coração e enfraquece o testemunho cristão.

d)    Deus nos chama ao amor prático, ao perdão e à correção feita em verdade e graça.

2. EVITEMOS ABORRECER O HOMEM JUSTO SL.34.21

a)    O salmista afirma que a maldade persegue o justo. Muitas vezes, o justo incomoda porque sua vida denuncia o erro.

b)    Aborrecer o justo é rejeitar a retidão, a correção e o exemplo de vida piedosa.

c)      Quem teme a Deus aprende a honrar aqueles que andam em justiça, em vez de persegui-los.

3. EVITEMOS SOBRETUDO ABORRECER O SENHOR SL.81.15

a)    Nada é mais grave do que entristecer o próprio Deus.

b)    O Senhor se agrada da obediência, da fidelidade e de um coração quebrantado.

c)     Quando insistimos no pecado, na rebeldia e na autossuficiência, aborrecemos ao Senhor.

d)    A vida cristã deve ser vivida com temor, amor e submissão à vontade divina.

4. EVITEMOS ABORRECER O CONHECIMENTO PV.1.22

a)    Provérbios denuncia aqueles que odeiam o conhecimento e desprezam a instrução.

b)    Aborrecer o conhecimento é rejeitar a sabedoria de Deus, fechar os ouvidos à correção e permanecer na ignorância espiritual.

c)      O crente maduro ama aprender, crescer e ser transformado pela verdade da Palavra.

5. EVITEMOS ABORRECER O BEM AM.5.15

a)    O profeta Amós exorta: “Aborrecei o mal e amai o bem”.

b)    Quando o coração se acostuma com o pecado, o bem passa a incomodar.

c)     O cristão é chamado a amar aquilo que Deus ama: justiça, misericórdia, verdade e retidão.

d)    Aborrecer o bem é sinal de um coração distante do Senhor.

6. EVITEMOS ABORRECER O NOSSO CÔNJUGE EF.5.28,29

a)    Paulo ensina que quem ama o cônjuge ama a si mesmo.

b)    O casamento é uma união espiritual e emocional profunda.

c)     Aborrecer o cônjuge com palavras duras, desprezo ou negligência é ferir a si próprio.

d)    O amor conjugal deve refletir o amor de Cristo: sacrificial, cuidadoso e constante.

7. EVITEMOS ABORRECER O PRÓPRIO CORPO EF.5.29

a)    O corpo é criação de Deus e templo do Espírito Santo.

b)    Aborrecê-lo é descuidar da vida, da saúde espiritual, emocional e física.

c)     Assim como Cristo cuida da Igreja, somos chamados a cuidar de nós mesmos com equilíbrio, santidade e responsabilidade, reconhecendo que pertencemos ao Senhor.

Conclusão: Efésios 5.29 nos ensina que o amor verdadeiro se expressa em cuidado. Quando deixamos de aborrecer aquilo que Deus valoriza — o irmão, o justo, o bem, o conhecimento, a família, o corpo e, acima de tudo, o próprio Senhor — passamos a viver uma fé madura, saudável e frutífera. Que o Espírito Santo examine nossos corações e nos conduza a uma vida que agrada a Deus em todas as áreas.